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WELCOME TO THE CREEP SHOW-ENTREVISTA COM O PLASTIQUE NOIR
Se colocarmos o cenario musical "alternativo/gotico"
em uma metafora eu diria com toda a convicção
que estamos com uma refeição farta para o banquete
vitoriano,com requintes de modernidade sem deixar o ar cliche
"retro dark-arcaico" que é a expressão
musical alternativa em nosso país
O Plastique Noir(nome retirado dos sacos pretos que envolvem
mortos) e um dos nomes expoentes no cenario atual banda formada
em 2005 na tropical cidade de Fortaleza com sonoridade enegetica
sem deixar o clima soturno e tetrico de lado apresentou em sua
breve passagem por São Paulo musicas de seu repertorio
incluso os classicos "Killdengardem" "Creep Show"
"Desire or Desease".
Aproveitei,o show que eles realizaram no Dinamite Pub e conversei
um pouco com o Guitarrista que atende pela simpatica alcunha(em
seu sobrenome) de Marcio"Mazela" e com Ailton S que
gentilmente enveredou em responder minhas perguntas
Aqui eles relatam sobre o 3 disco da banda que será em
breve lançado "Dead Pop" sobre o festival Woodgotic
e sobre os assuntos mais diversos
Se interessou?Quer conferir o "Menu" deste cardapio
funesto?O restante vocês conferem abaixo dos meus breves
comentarios!
...WELCOME TO THE CREEP SHOW!
Ah!!!Antes de concluir não posso deixar de agradecer
e fazer as devidas considerações a um rapaz que
contribuiu(e muito!) para a realização desta entrevista,um
Dj que vem colocando em seus Set-Lists sons bem peculiares e
(por que não dizer inovadores?!?!)por onde passa...
Monsieur Guilherme um dos maiores apreciadores de Frozen Autunm
que eu conheço MERCY BEAUCOUP!!!
Sem mais delongas!
1- O que acharam da breve passagem por São Paulo?
Toda
nova cidade por onde passamos rende algum aprendizado. No vôo
de volta para Fortaleza eu estava sentado ao lado do Danyel
e conversávamos sobre como o humor, a atmosfera própria
de cada cidade, acaba sempre refletindo na forma como a cena
em cada uma delas procede. A impressão que tivemos de
São Paulo é bem por aí: uma cidade muito
grande, acelerada, muita coisa acontecendo, diversas opiniões
ora convergindo ora divergindo nesse universo amplo... Fazia
muito tempo que eu não a visitava, da última vez
eu não estava sequer inserido ativamente na cena gótica,
então dessa última vez eu pude tecer esse paralelo
entre as coisas. Então, ainda que tenha sido tudo um
tanto rápido, foi muito instrutivo para nosso crescimento.
2- E sobre o show no Woodgothic? Avaliações.
Acho
que foi um dos melhores shows que já fizemos desde sempre.
Os retornos tavam perfeitos, na medida; público numeroso;
evento de grande magnitude; e nosso humor estava ótimo
porque o show de sampa dias antes tinha sido muito bom, também.
Não deixamos a mudança repentina no cronograma,
tampouco o extremo frio que fazia em São Thomé,
afetar nosso desempenho.
3- Ainda sobre o Woodgothic, o que acharam do evento, da localização,
acham que deveria ser feito mais vezes? O que mudariam, o que
acrescentariam.
A
cidade é a sede perfeita para um festival como o WGST,
não acho que deveria mudar e espero muito que não
mude. Era divertido ver as pessoas que foram a São Thomé
por causa do evento causando estranhamento aos habitantes locais
daquela cidadezinha (risos), mas não é só
por isso. O fato de ser um local longe de tudo, longe da civilização,
a quietude natural sendo bruscamnete interrompida pela massa
de pessoas com cabelos espetados e vestidas de preto chegando,
vinda de várias partes do país... Isso tudo acentuava
uma impressão geral de que ali era um território
neutro, como se tivéssemos sido transportados para um
sonho coletivo. Os festivais europeus costumam ser realizados
em pequenas cidades, também. Comentava-se no próprio
evento que ele seria bianual, mas isso não posso garantir.
Acho que, no fim das contas, até que seria uma periodicidade
adeqüada mesmo... não sei se a cena BR tem força
de vontade suficiente para encher sempre um festival num período
curto como o de meros 12 meses. E realizá-lo não
é fácil também, problemas apareceram até
na última hora, o casal do Escarlatina Obsessiva deve
estar de férias até agora (risos). Mudanças:
eu não colocaria os DJ's intercalando os shows, é
ruim para as bandas e para as discotecagens. Atrasa tudo e os
DJ's ficam sem público. Lá havia um espaço
interno onde o pessoal fazia a social, seria um lugar melhor
para as discos. Eu incluiria ainda alguns pockets shows em outros
pontos da cidade, em horários altenativos, com as tardes
e manhãs. Também senti falta das vertentes mais
eletrônicas do gótico durante o festival - não
que sejam da minha preferência, mesmo porque não
são, mas inegavelmente fazem parte da coisa toda e isso
atrairia mais gente. Mas isso são apenas críticas
construtivas. No geral, o WoodGothic foi 10. Quem não
foi, não tem idéia do que perderam!
4- Como está o disco Dead Pop, a sonoridade continua
a mesma?
Sim
e não. O disco condensa músicas mais antigas com
um bom material inédito. Tivemos cuidado na seleção
para não fazer um track list muito disperso, então
tentamos amarrar tudo da melhor forma possível e acho
que conseguimos. Algumas faixas, como Imaginary Walls e a novíssima
Inconstancy já começam a apontar para aquilo que
provavelmente se tornará o Plastique Noir neste período
de 2008/2009 que ora se inicia. Mais velocidade, mais minimalismo,
mais dançante, mais atual.
5- Vocês pensam em assinar com uma major (grande gravadora)?
Que concessões fariam - se for o caso - para ganhar mídia?
Pensamos
sim, por que não? Esse papo todo de "a força
do independente atual com a internet" vs. "o poder
de colocação do mainstream" está longe
de ter uma posição unânime final que o encerre.
As duas situações oferecem vantagens e impõem
desvantagens. Cada banda é um caso único a ser
analisado sob ambos os prismas. Nós faríamos se
tivéssemos uma chance, mas desde que sem concessões,
quaisquer que sejam. Eu me odiaria pelo resto da vida se nos
tornassémos uma espécie de Fresno ou NX Zero.
6- O que vcs acham da cena Alternativa/gotica brasileira e agora
com mais clareza a Cena gotica Paulistana?
Sobre
a cena BR, eu acho que ela entrou numa fase interessante a partir
de 2007 com a realização dos primeiros festivais
que extrapolaram as fronteiras entre estados/cidades: o Nordeste
Gothic Reunion e agora com o WGST. Parecia-me que a coisa toda
andava muito restrita a internet, a messenger, orkut, etc. É
outra coisa ver as pessoas cara a cara e trocar experiências
com ela. O sobrefôlego que a cena do país ganha
com isso é inestimável e a meu ver falta muito
mais a ser feito nesse sentido, mas os primeiros passos foram
dados. Sobre a cena paulistana, é como disse na primeira
resposta: ela reflete o que a cidade é. Interessante
a seu modo, sem maniqueísmos ou críticas, acho
formidável que haja um grande número de festas
acontecendo e DJ's/produtores. Só que, se isso por um
lado aumenta a oferta de opções, ao mesmo tempo
acaba concorrendo para que facções se formem...
Foi muito interessante participar um pouco da cena de vocês,
o contraste com o tipo de cena que temos em Fortaleza nos rendeu
um aprendizado único.
7- No que o album Urban Requiens interferiu na concepção
do Dead Pop?Haverá turne de divulgação?
Urban
Requiems foi um divisor de águas exatamente no que tange
a essa parte conceitual. Offering era muito calcado em gothic
rock tradicional, no UR já começamos a experimentar
umas coisas novas, uns andamentos mais lentos, construções
mais curtas, menos refrões... As inéditas do Dead
Pop são nosso terceiro momento, quando começamos
a incorporar elementos do "novo rock" no som. Outra
coisa que o UR nos fez perceber foi o imenso trabalho de produção/distribuição
independente, o que fez com que procurássemos selos interessados
em prensar o Dead Pop, para que assim nos livrássemos
do trabalho sujo (risos). Não sei se conseguiremos fazer
uma tour completa por conta de nossos compromissos paralelos
à banda, que sempre atrapalham o Plastique. Mas acho
que, após o lançamento do álbum, passaremos
por mais cidades a cada saída de Fortaleza, em vez de
passarmos por 2 ou 3 e voltarmos, tal como temos feito até
então.
8-Quais foram as influencias sejam elas musicais,literarias,cinematograficas,cotidianas
p/ a criação das letras do Dead Pop?
Putz,
uma caralhada delas. Ultimamente tenho obtido inspiração
na TV. Ligo nos programas policiais da noite e vejo cada situação
bizarra, degradante, podre... Gosto de canalizar a estranha
beleza intrínseca a tudo aquilo e daí então
escrever/compor. Nunca fui muito fã de música
pós-punk baseada em clássicos do horror e da melancolia
"senschutiana" do romantismo, prefiro bem mais a parada
urbana, mesmo. As metrópoles da virada do século
são prato mais do que cheio para inspiração
obscura.
9-Em minha breve conversa Pós-Show com o Marcio"Mazela"
ele me disse que vcs foram escolhidos para fazer parte de uma
coletanea,qual musica foi escolhida?Qual foi o pais,o que vcs
acharam?
Agora
você me pegou, (risos) deixa eu conferir aqui no fotolog
da gente. Ah, a Smoke and Spotlight, da Alemanha. Este já
é o terceiro volume e revelou nomes famosos hoje, como
o All Gone Dead. É sempre importante fazer parte dessas
coletâneas. Significa caixa de email cheia daqui a algumas
semanas. A internet favorece muito o contato com o exterior.
As bandas brasileira ainda exploram muito pouco tal ferramenta
e muitas vezes desconhecem a puta demanda que existe lá
fora pelo que é feito aqui.
10 - Aproveitando o encejo vcs iam tocar no WGT.Isso só
não ocorreu por uma questão finaceira ou mais
algum fator interferiu diretemente?
Puramente
financeira. Nossa, ralei muito, de gabinete em gabinete, tentando
agitar alguma ajuda com figurões do poder público
e privado, mas ninguém apoiou. Acabei indo para a Europa
meses depois por meus próprios meios, sem a banda e acabei
visitando alguns festivais bem grandes. E no fim das contas,
achei até melhor que não tenha acontecido naquele
momento. Ainda estávamos meio verdes, pouco seguros no
palco, ao contrário de hoje. E pior, não tínhamos
mais shows armados em seqüência e ainda sem um trampo
gravado em mãos com a devida consistência que o
mercado europeu pudesse conferir e pagar pau. Nossa eurotrip
ainda vai chegar.
11 -Mesmo assim quais são as pretensões de tocar
no exterior,há algum festival ou algum país que
vcs gostariam de fazer um show?
Todos
os possíveis.
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Queremos
agradecer muito a Carla, Guilherme e todo o pessoal de sampa
que nos deu alguma força durante aqueles memoráveis
dias na capital cinza. Valeu ao pessoal que acompanha a coluna
e nos vemos em breve de novo, aí em sampa, e em outyras
cidades também, com toda certeza. Meu forte abraço
a todos e votos de boa sorte a toda a cena gótica/darkwave
brasileira também!
Dica da "Suserana" desta coluna:
Adentrem!
www.myspace.com.br/plastiquenoir
Bissous...é tempo do vinho e das rubras rosas!Salut!
Carla.
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